sexta-feira, 13 de maio de 2011

luz de brasa

aos pares dispersos pelos cantos
o sol que brilhava fumaçante espalhava seu calor pelos todos levado pela boca ao outro lado
teu olho colocados na parede 3, 5, 18
tinta quente, tinha, tente
não ser um vento, sopra, canta
alguns menos, mais, rabiscos a lápis e as flores que não morrem
o som congelante da eletricidade me tira o sentido ébrio
o metro marcante, metro, metrante, metronomo das horas, voa tempo ingrato, voa tempo ingrato
espero a boca seca, 3, 5, 8 todos eles grandes pequenos
todos espalhados aos pares
segundos passando, segundos andando
vire a cadeira pra direita, não quero estar aqui
teus pés negros, vire a cadeira pra direita
todos em pares, e o sol que aquece é simplesmente luz, luz de brasa.

Um comentário:

Thata disse...

Muito lindo, é profundo
difícil de compreender mais se ler direito faz sentido :D