quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nostalgico Novembro...


Perdendo alguns valores
Atraindo sempre a insegurança
Inundando em melancolia
Um quarto escuro
Enquanto se esquiva da propina que a saudade insistente oferece.

São cenas,
Imagens pequenas,
Apenas fragmentos que fogem à realidade.

O retorno daqueles verdes olhos trás na bagagem a certeza de que algo não se esqueceu, nada se perdeu neste curto espaço de tempo...

E por mais que esteja vestido em sua barba cerrada e
Vivo apenas em fotos arquivadas, confunde todos os sentidos
E consegue despertar a mais frenética euforia antes adormecida em mim.

Mas de fotos, barbados e olhos eu não vivo.
Prefiro degustar do pecado e
Deixar que em minha pele queimem todas as emoções
Para ao menos não esquecer que devo continuar respirando...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

azul estático

sentado em uma cadeira azul de computador, confortável como quando você não arrisca sua pele por nada nem ninguém nessa esfera azul que é o planeta, girando sem parar até explodir por qualquer motivo que seja, mas que no fim está sempre no mesmo lugar estático em volta do sol, esperando qualquer coisa que seja…que inútil isso, me sinto o pior dos seres quando sento nessa cadeira azul que gira 360º, confortável e estático, ainda mais quando não se tem nenhuma cerveja por perto, prefiro as ruas e a vida.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Hoje acordei de um sonho branco, um sonho desses que não acontecem todos os dias
Não foi um sonho de papel mache
Nem um sonho de vidas passadas
Não sonhei com cimento fresco nem nada,
nem com alienígenas na estrada
Sonhei um sonho branco com uma ampulheta vazia
Sonhei com meu telefone tocando anestesiado como que sem vontade ele dizia “eu não quero mais ver você” e eu não entendia, ele dizia que se os grãos pararem eu também poderei
Não gosto de me atrasar, mas teu sorriso me fez tocar assim sem vontade, sem vontade de saber quem quer o que com você.
Um dia acordei de um sonho parecido onde os carros não andavam e os discos voadores não giravam, eu penso em tudo como um nada porque enxergo tudo no campo do outro lado da estrada.
Estou sumindo porque estou passando pro outro lado da ampulheta e ela esta vazia,
se eu soubesse voar,
se eu soubesse voar,
se eu soubesse voar
sabe procuraria
um caminho de volta pra casa com meus sonhos brancos sem luz da lua, sem cor do sol, com teu sorriso sem tempo de acabar porque meu bem não temos tempo perto do fim hoje, pois nossa ampulheta esta vazia...

domingo, 8 de novembro de 2009

velho buk


Beber é algo emocional. Faz com que você saia da rotina do dia-a-dia, impede que tudo seja igual. Arranca você pra fora do seu corpo e de sua mente e joga contra a parede. Eu tenho a impressão de que beber é uma forma de suicídio onde você é permitido voltar à vida e começar tudo de novo no dia seguinte. É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas.
(Charles Bukowski)

velhas virgens!




mestres da música viking !

Não tinha como não escrever gritar, enlouquecer sobre a loucura humana depois dessa noite de sábado, o novembro me surpreende:

  • com esta noite fria,
  • com filme dos beatles,
  • com skol dentro dum carro branco,
  • com lasanha de peito de peru com molho branco as 4h da manha,
  • com fósforo na calçada,
  • as garrafas desfeitas pelas ruas,
  • o pastel dormido do mercadinho,
  • o globo rural é deprimente,
  • o dedo retalhado na garrafa de johnnie
  • e a aline moraes tetraplégica.

E o espanto de tudo isso? A novela não imita mais a realidade estamos em um momento onde a realidade tenta imitar a novela e cada vez mais estamos nos perdendo, a tristeza em tudo isso é que cada vez mais deixamos de dar importância as coisas que estão se tornando banais, a felicidade é que apesar da dor nos divertimos, afinal bom mesmo é ir pra rua e se faz bem ou mal tanto faz....

...Bom é quando faz mal, mas hoje não é um bom dia pra ser aline moraes.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

muito do que passou...