domingo, 11 de setembro de 2011

lentamente... obrigado.

cada segundo que passa na frente de alguém distraído, é um pouco de vontade, verdade e liberdade que vai ficando para trás 
deixar meus dias seguidos estagnado na frente de um computador, preserva os batimentos do meu coração
estou sempre distraído e fingindo ser o que não sou, vou criando uma pergunta comigo, vou desenvolvendo um sentido que não serve pra acordar sozinho, preciso do tic tac do relógio, preciso do tilintar do despertador para acordar, e as vezes me pergunto, existe uma maneira de fazer seu coração parar de bater sem que as pessoas a minha volta percebam? 
queria não ser alguém, não ser ninguém, ser sopro de vontade no coração parado de idoso infartado 
ser um pouquinho de amor de vez em quando, ser teu sorriso, ser a tempestade de raios que ilumina a noite chuvosa. 
talvez uma sorte seja brilhante, talvez uma morte 
quem dera eu tivesse um sorriso a me despertar e não o grito desesperado envolto em tic tacs 
pare coração, pare, pare lentamente até a hora de ... obrigado.

Um comentário:

Marina Ziani disse...

adorei o texto.. mas prefiro quando tu escrevia coisas felizes...