sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma hora dessas.

lembro da ausência de mascaras nas tuas palavras
do carinho desejado
da forma que junta as letras me dando atenção 
penso na loucura que te cerca, na loucura que tu mastiga dia-a-dia
me diz, a paranoia te encontra a noite nos sonhos?
te segue na cabeça ao longo dos dias?
me diz, a paranoia te rouba algum pedaço da alma?
me diz o que te faz falta, alguns pedaços que eu possa te emprestar?
algum buraco pra me jogar?
o que te faz falta paranoia pra preencher essa menina?
o sono que te rouba da noite, os caminhos que nunca são os corretos
não fosse a paranoia, não fosse a loucura instalada em você
teria eu motivos pra dizer alguma palavra a mais depois do boa noite,
não queria que tu fosse, não quero te deixar sozinho, na verdade não quero ficar sozinho.
uma hora dessas te imagino sorrindo por ai
uma hora dessas imagino as cores do teu coração, imagino o verde, azul e dourado de você
imagino que uma hora dessas tenha tua paranoia vivendo fora de você. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

como se fosse a primeira vez...

como se nunca tivesse sido nenhuma vez, cada palavra, cada som, cada cheiro...
o ar daqui, eu gosto de respirar a madrugada, da primeira vez, do outono distante
eu gosto de estar aqui agora, eu gostaria de saber, de inventar algum porque, queria...
e se fosse pela ultima vez, se não fosse mais depois de alguns segundos
olhar a grade, a brisa, ver a lentidão do meu proprio perceber das coisas...
e se fosse pela primeira vez, eu não perceberia, eu não viveria,
e se te fosse, pela ultima vez, eu tenho que ir, tenho que ir...
me perco, como se fosse a primeira vez
respiro, como se fosse o ultimo folego...
eu estava lá, e eu estava, indo, vindo, eu não gosto de saber...
e não fosse pela primeira? e sim, pela ultima vez!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

sede...

a boca seca, os olhos rasos já sem lagrimas...
umedecia os lábios com a linguá, procurava alguma saliva
algumas palavras já não saiam mais, trancadas na garganta vermelha e cortada
a sede ia se colocando como um velho amigo com quem você não quer conversar
tremia como sempre, sempre tremendo sem saber por que...
chorando a seco como a tempos não fazia, deixando apenas soluços atormentarem o barulho do vento.
esperava ansioso algumas gotas de chuva, esperava ansioso algumas gotas de chuva.
abria e fechava lentamente os olhos, tentava mudar as coisas com seu pensamento
queria ter um lápis pra riscar, um pedaço de papel, queria ir embora por ai...
esperava ansioso algumas gotas de chuva. esperava...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"Eu prometi a mim mesmo que consigo...
Disse que eu vou tentar um pouco mais...
Com uma ajudinha de meus amigos
Eu vou continuar tentando
Ficar doidão, eu sou quero fazer tempo oh senhor
Vou conviver com os meus amigos...
eu consigo, Com uma ajudinha de meus amigos."



Joe Cocker A Little Help From My Friends por Wrestlegameshow

sábado, 2 de fevereiro de 2013

engolindo corações

"Você pode ficar viciado em um certo tipo de tristeza"...
em quantos tipos, quantos pedaços por vez, tenho repartido em pedaços minhas tristezas, também tenho minhas alegrias do mesmo jeito...
caminho desacordado, deixando inconscientemente minhas migalhas, arrastando minha ancora em linha reta marcando firme a terra que a prende, me trancando os saltos, me mantendo firme e lento pelo caminho.
as fotografias me mostram tanta coisa, evito olhar nos olhos das pessoas ali paradas, paradas presas em papéis, em paredes, atras de vidros... me olham como quem deseja criar vida ao inanimado, me olham como quem quer sentir algum sabor e me puxam pra dentro dos seu sonhos metafóricos  sonhos que as fotos tem sobre o momento em que foram reais...
ha uma certa tristeza no ar, um carinho triste e estranho... os tempos estão mudando com a chuva, as uniões de amizade são mais confortáveis em simplesmente existir, essa estranha tristeza engolindo nossos corações, essa estranha forma de amar a vida, encha a boca de saliva, vamos brindar a nossa forma errada de sorrir e cantar, brindar a dor, brindar a falta de dor, vamos brindar com nossa saliva ao amor triste devorador de corações.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Quer?

Eu andava na rua, o dia mal tinha amanhecido eu não via o sol, mas ele também não me via, tinha um vento gelado no ar, gritos desesperados de uma moça (que provavelmente não era tão moça assim) briga daquelas de acordar a vizinhança, eu seguia cabisbaixo, não olhava, mal respirava, ainda me sinto encolhido, com medo de tocar nas coisas, eu não identificava em mim um sentimento qualquer, onde foi parar o velho rabugento que eu tinha me tornado? onde foi parar o menino cheio de sonhos? onde eu fui parar? 
Bem verdade com o passar dos tempos minha cabeça vai mudando, curiosamente, pensativa, representativa em quadros como ela mesmo faz, pinta, retrata, escreve seus poemas mentais e vomita suas dores físicas.
Eu podia ver o sol crescendo sobre as casas, tão bom nascer do sol, raios solares, faiscava meu peito com alguns sorrisos que não sou acostumado, faiscava o seu brilho pelas janelas, plantas, e velhos que saiam pra serem velhos. 
E talvez eu tenha um pouco de complexidade, talvez seja muita complexidade, mas quem não tem? mas quem disse que ser melhor é ser mais feliz? quem disse que respirar melhor é não fumar todos os dias? quem disse que se você não ingerir álcool você não fica bêbado? 
É que simplesmente tudo poderia ser melhor, pessoas mais bem sucedidas, eu poderia ser mais feliz se quisesse, eu poderia ter tudo aquilo que eu tivesse vontade de pegar, se eu tivesse vontade, eu até mesmo poderia ser qualquer coisa que minha imaginação permitisse, mas querer é tão complicado, que eu sempre acabo simplesmente deixando de lado, eu sou assim, meio sem persistência, meio sem amor, meio sem sentimentos, meio sem vida, meio sem alguém pra fazer com eu queira querer ter algum querer... me resta, ser eu mesmo por ai, vagando antes do sol nascer, esperando alguém que me venha buscar pela mão, dizendo: "eu sei o que tu quer", e você, quer? 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sobre perder o tempo

o tempo é tão fugaz, vai nos deixando sem parar, vivemos nossos amores a merce do tempo, perdemos nossos amores pro tempo, a vida nos da o tempo que precisamos para que façamos aquilo que fomos destinados, perca o tempo, pois é pra isso que ele é feito, aproveito o tempo, pois é disso que ele é feito, nossa pequena verdade é que nós somos passageiros e o tempo é eterno, continuo, sem fim, ficaremos parados, andando, vamos ter nossa vida, criar e perder nossas raízes  para recria-as, vivemos todos os tempos, os nossos tempos, vivemos tanto tempo que as vezes até cansamos de viver, alguns de nós tem vidas mais felizes, outros são amargurados, mas nem mesmo a amargura é eterna, nossa falta de carinho é recompensada por um sorriso inesperado, nosso excesso de carinho é recompensado por um sorriso a mais, e a vida repleta de alegria ou qualquer outra coisa que seja, é feita do nosso tempo, e seja o tempo que for, maior que esteja ou permaneça, tempo algum, por mais que se jogue açúcar  sal, farinha, por mais que se adicione coisas, por mais que se tente fazer um novo tempo e até consiga, por mais que se adicione todo tempo do mundo, mesmo se pudesse congelar o tempo e ainda assim viver, quando se perde o tempo de alguém, quando se perde alguém, não ha tempo, não ha nada que repare a falta que o tempo faz, mas mesmo que o tempo não volte, teremos ainda todo tempo dedicado a memoria e a saudade do tempo que não voltará, adeus velho tempo, tempo perdido, adeus saudoso tempo, amigo, pai, irmão, avô, adeus meu velho, boa noite e descanse em paz. 

sábado, 29 de dezembro de 2012

não puxa o meu cabelo


Eu poderia descrever varias coisas, o metal da entrada, o verde das plantas trançando a madeira,
varias coisas eu poderia descrever, objetos, enfeites, móveis, imóvel cada detalhe pra eu descrever,
mas algumas coisas me causam algum fascínio, alguma coisa a mais, 
a companhia é tão boa, e tão boa companhia eu não sei responder, não sei ser...
tentava com afago dar carinho, minha mão pesadas se enrolava nos cabelos,
acorda, não dorme, sorria, descansa, deita a cabeça aqui...
te fazer dormir e te perder, te manter acordada e te perder, tentar te fazer bem e te perder...
aquela conversa que não existe, prefiro escutar e escutar é o que tu prefere fazer, 
"então tu é covarde" palavras verdadeiras que fazem eu me perder,
eu poderia tentar descrever qualquer coisa e eu não conseguiria, mas tudo bem,
vontade, ter ou não ter, tanto faz, de alguma forma, me faz sentir bem,
de qualquer outra forma, eu jamais mataria você. 
qualquer coisa não justifica a covardia, mas não quero tropeçar por ai, não quero te perder.